sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A saudade é um amor...

A saudade é um  amor 

de  natureza: viva, pulsante...



eu vou seguindo,
outros lugares,
em outros olhares,
pra te namorar...
meu riso tem sido,
um distante subúrbio de luar,
em cada esquina eu sei que eu vou te encontrar,
você nunca sai do meu olhar...



Poema de Serpente Angel.


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Se um dia flores embora
O que será do meu jardim?
Mas quando flores  bem velha
E o outono te levar,
Com certeza serei terra

Onde possas descansar!

Poema de JALopes®
Fev. 2018




domingo, 24 de dezembro de 2017

Poe-minhas






Igual uma  gavinha
Se agarra a rãzinha.












Por um instante
Um vaso Itinerante...






Esse absurdo de sempre existirem poetas apesar de tudo, deve significar alguma coisa.
(Mario Quintana)


O que eu espero de mim, vale muito mais do que esperam de mim! (JALopes)

Desejo quedar-me em teus seios/ para ouvir célere, teu peito/ por quem  bate assim tão acelerado??

Oh! Musa , vem e me  afaga, vem logo donde estás, preciso  das tuas mãos, sobre as minhas, ensinando-me a poetar!/ Preciso do teu corpo, ensinando-me a namorar...


De JALopes®
Dez. 2017

FLOR-A

Flora

Na palidez do lírio,
Que primor o teu sorriso.
No rubor da rosa,
A timidez  no rosto.

Um pendão ao vento,
Gracioso andar.
Mas são teus lábios,
Que doçura!
Que levam à loucura
Um beija-flor apaixonado!


Dez. 2017

De JALopes®

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

poemas out./nov. 2017

Passa uma flor
No lépido riacho.
Um galho à frente,
Seu breve descanso.
Murmura a flor
Sorri o riacho.
Murmura, desgarra-se
E segue aparvalhada
Sumindo nas dobras das águas.
Porém, nada foi em vão:
Um poema te faço!

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Um dia a tua voz
Chamou-me do outro lado do Vale.
Achando ser somente o meu Eco,
Ignorei-a.
Ah! Coração! Como fui Tolo.

[Un día tu voz
Me llamó del otro lado del Valle.
En el caso de que sólo sea mi Eco,
La ignoré.
¡Ah! ¡Corazón! Como fui Tolo.]


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Agora os dias estão mais suaves.
Pitangas e nêsperas
Fazem a festa dos pássaros
E o sonido dos pássaros me acalmam..
A velha jabuticabeira
Anda nevada de flores
E o rocio, bem mais cintilante.

O capim está a reverenciar
Com mais suavidade.
Azaleias e lírios amarelos
Arrematam com seus bordados
A longa alameda por onde caminho.

Queria sim, a primavera,
Um perene estado de espírito
E não somente uma estação do ano!

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Lembra da primeira vez
Quando nossos lábios se encontraram?
Nossas mãos se perderam
Nas curvas dos nossos corpos.
Tão profundo frenesi...
Que num tremular de lábios
Tua boca disse sim!

[ Recuerda la primera vez
Cuando nuestros labios se encontraron?
Nuestras manos se perdieron
En las curvas de nuestros cuerpos.
Tan profundo frenesí ...
Que en un tren de labios
¡Tu boca dijo sí! ]

Set. 2017

Poemas de nov. 2017

O amor secreto....
Talvez seja o mais puro.
Sobrevive   na calada, no escuro
Somente com o lúmen d’alma.
É ovelha tosquiada,
Sem balido, calma!!!

[El amor secreto ....
Tal vez sea el más puro.
Sobrevive en la calada, en la oscuridad
Sólo con el lumen de alma.
Es una oveja,
¡No hay balido, calma!]

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Os picos mais altos
São realmente majestosos.
Porém, são mais susceptíveis
À neblina ou neve!

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Minha serra branqueja
Dia após dia como uma geada perene!
Não é fria, apenas denuncia
Que meu leste
Fica cada vez mais distante....

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A amizade perdida
É como uma abelha
Levada pelo vento:
Nunca mais flores...

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Se um dia flores embora
O que será do meu jardim?

De José Alberto Lopes®


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Zanzalá O Poema


















Vou partir pra Zanzalá
No vento da madrugada!
Fica depois de acolá
Desta muralha azulada!

Vou embora para lá
Porque aqui já não me cabe.
Quero a flor do manacá,
Quero o mangue de azinhavre!

Nessa terra Zamiresca
Quero viver poetizando
Lá tem sombra e água fresca
E uma rede balançando.

Lá numa Pira incansável
Brilha grande evocação.
Pai Sumé, esse honorável
O fogo dá a distinção!

Ensinou a agricultura,
A fé, a arte e o amor!
Pra que o homem co’estrutura
Alcançasse seu primor.

Vou partir pra Zanzalá
No vento da madrugada
Vou-me embora para lá
Com a alma escancarada!

Lá, portas ficam às largas
Pois o medo é coisa finda.
Há paz em todas as plagas,
Serra abaixo, serra acima!

Lá terei meus camaradas
D’arte, da literatura...
E os sons das madrugadas
Sinfonia de abertura...

Terei morada e uma cama.
Onde amarei com ternura
Uma donzela Serrana,
Fruto da minha ventura!



De José Alberto Lopes. Maio de 2017


Baseado em leitura do livro ZANZALÁ do escritor Cubatense AFONSO SCHMIDT.
Escrito em 1928 e publicado pelo Clube do Livro em 1949.
                Zamiresca – A junção das palavras Za e Mir que em Russo quer dizer: pela paz.
               Afonso Schmidt criou a palavra Zamiresca, no sentido : um lugar de paz, terra de paz.