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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Soneto da escuridão





















Farol da costeira que longe brilha
Plantado na pedra daquela ilha
Do navegante à noite é o seu guia,
É o anjo dos pélagos, seu vigia

Daqui se vê a luz forte e tronante
Olho noturno de olhar palpitante,
Como flertando as estrelas assim,
Que rolam nas vagas, desde os confins.

Luz da costeira que rompe a neblina,
Cega os meus olhos , a minha retina,
Para que eu não veja a luz desse adeus.

Nos olhos tão claros dessa menina,
Que fere o meu peito feito rapina,
Dê-me o invisível brumoso dos breus!


SBC-SP.José Alberto Lopes®
03/01/2003
Ilustração do autor
   

2 comentários:

  1. que coisa fofa este teu soneto. bjs amigo

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  2. Como pode? Tanta beleza poética encimada por tão belo trabalho gráfico? Você sempre me surpreende, JAL. __beijos, Kathleen

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