domingo, 1 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Contém haicais de Ano Novo
mais um ano passa-
o ano novo abraça.
o ano velho e o novo-
como um fogo se apagando
acendendo outro.
em meio ao frenesi-
o chamado ano velho
ainda um guri.
tertúlias de vento-
nas ramagens do bambu
segredos do tempo.
caneta no fim-
conta certa pra escrever
meus haicais chinfrins.
José Alberto Lopes®
(ilustração do autor)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Rapidinhas de Natal
Noite de natal,
Cai uma chuva fina.
Neve tropical,
Sobre o poste da esquina.
******
Catando papel
No breu da noite vagueia
Lembra-me Noel,
Mas sem eira e nem beira.
******
Trazia brinquedos
E os deixava na janela.
Levava os meus medos,
Oh! Minha mamãe Noela.
******
Na beira do cais,
Despedi-me de Noel.
Partiu pra nunca mais,
Num barco de papel.
******
Na minha lareira de mentira,
Deixei um par de botinas.
Entrou um Noel de mentira
E levou-me até as cortinas.
******
“A missa é do galo
e a ceia é de peru.”
25/12/2008
José Alberto Lopes®
Cai uma chuva fina.
Neve tropical,
Sobre o poste da esquina.
******
Catando papel
No breu da noite vagueia
Lembra-me Noel,
Mas sem eira e nem beira.
******
Trazia brinquedos
E os deixava na janela.
Levava os meus medos,
Oh! Minha mamãe Noela.
******
Na beira do cais,
Despedi-me de Noel.
Partiu pra nunca mais,
Num barco de papel.
******
Na minha lareira de mentira,
Deixei um par de botinas.
Entrou um Noel de mentira
E levou-me até as cortinas.
******
“A missa é do galo
e a ceia é de peru.”
25/12/2008
José Alberto Lopes®
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Cordel Para Vicente de Carvalho
Cordel par Vicente de Carvalho
(Vicente Augusto de Carvalho-Santos, 05/04/1866 – Santos, 22/04/1924-ABL cadeira nº 29, que tem como patrono Martins pena)
Advogado e político,
Magistrado e jornalista.
Nasceu em terras praianas
Aqui em solo santista
Onde o mar foi testemunha
Desse poeta humanista.
Nos idos mil 866
Em abril do quinto dia,
Filho do major Higino
O então poeta nascia
Embalado por sua mãe
E também pela poesia.
Veio depois do primário
Estudar na capital
Lá no colégio Mamede
Da São Paulo “provincial”
O menino já poeta,
Mostrava-se genial.
Faculdade de direito
Já com vinte, bacharel.
Republicano ferrenho
Desempenha o seu papel
Sem perder a suavidade
De poeta menestrel.
A poesia florescia
Com tendências parnasianas.
Grande artífice dos versos
Lá pelas orlas praianas.
Versos rasos. (sobre a areia)
Fundos versos. (marianas)
Ante ao golpe de Deodoro,
Lá em Franca foi morar.
“Profundo golpe em seu peito
como profundo é o mar,
que lhe era como um ópio
versos, sangue elementar”.
Nas ardentias das tardes
Seu coração marulhava,
E na alvura de uma brisa,
Enquanto o sol descambava,
Mais um verso, uma prosa,
O poeta alinhavava.
“Deixa-me, deixa-me fonte
dizia a flor a chorar”
“E fugindo ao cativeiro
vejo palavras ao mar”
“Relicário, voz dos sinos”
Foi o poeta do mar!
Hoje há uma estátua erguida
Relevando o bem-feitor.
Na política e na cultura,
Chama ardente sim senhor...
Foi Vicente de Carvalho
Grande poeta e doutor.
José Alberto Lopes®
2005
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Soneto da escuridão
Farol da costeira que longe brilha
Plantado na pedra daquela ilha
Do navegante à noite é o seu guia,É o anjo dos pélagos, seu vigia
Daqui se vê a luz forte e tronante
Olho noturno de olhar palpitante,Como flertando as estrelas assim,
Que rolam nas vagas, desde os confins.
Luz da costeira que rompe a neblina,
Cega os meus olhos , a minha retina,
Para que eu não veja a luz desse adeus.
Nos olhos tão claros dessa menina,
Que fere o meu peito feito rapina,
Dê-me o invisível brumoso dos breus!
SBC-SP.José Alberto Lopes®
03/01/2003
03/01/2003
Ilustração do autor
domingo, 6 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
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