terça-feira, 27 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Questão de ética
O seu pai era político
E sua mãe era doméstica.
Ela era filha única
E gostava da Ayurvédica.
O seu nome era Verônica,
Era simples e hermética.
Tinha uma voz metálica,
Era alta e esquelética.
Foi um dia filha pródiga.
Faltava-lhe o osso cúbito.
De gaveta eram suas nádegas,
Mas seu sexo era cúpido.
Casou-se com um homem lúgubre
Que tomava ansiolíticos.
Que era gago e epilético,
Que só tinha um testículo.
Na frente de um padre bêbado,
No altar da igreja Gótica,
Celebraram a paz num ósculo
De uma forma bem erótica!
Foi então que o padre etílico,
Fez o ato mais patético.
Beijou a boca do cônjuge,
Que era gago e epilético!
Vendo cena tão insólita,
A noiva que era mórbida,
Partiu pra cima do pároco
E apertou suas carótidas.
E com o passo meio trôpego
O padre com voz silábica,
Sai de cena feito um bólide
Pra tomar mais uma Vodka.
E a platéia espasmódica
A fingir não ver escândalo,
Só olhava para a abóbada
Da igreja de Santo Ângelo.
Eu não sou poeta sádico,
Sou apenas um satírico.
Mas não quero ser hipócrita,
E brincar com um fato atípico!
Essa história é verídica.
Não é invenção poética.
Discorri de forma límpida
Conservando toda a estética.
Como eu disse é verídica.
Não é invenção poética
Mas eu não contei na íntegra,
Por uma questão de ética!
SBC-SP-José Alberto Lopes.
11/10/2006
Soneto para um livro
Ao livro que ganhei do Poeta e amigo Avaniel: “Flor de Alfazema”
No meu jardim há uma flor a mais,
que desabrocha sempre que se quer.
É azulada e tem nome de mulher,
trazendo versos em seus aromais.
É pouco afeita às brumas da matina,
adora o alpendre do meu descansar,
e no vão dos meus braços sempre estar,
penso e à guisa da minha retina.
Excita-me cada folha sedosa,
que visito eu, “pássaro leitor”
nesses versos que tomei como tema.
É esta flor evocação radiosa,
brochura simples de raro valor,
como o perfume da “flor de alfazema”
José Alberto Lopes-08/11/2007
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Ah quem me dera!
Ah, quem me dera!
Cruzar teu caminho,
Alinhar-me contigo
Como Vênus e Marte!
Ah, quem me dera!
Ser o chão da tua rua,
Cada seixo colorido,
pisado por ti.
Receber teu sorriso
Dizendo que sim!
Tuas mãos de louça
Levando-me daqui.
Ah, quem me dera!
Teus lábios de rosa,
Teu colo de penas,
Apenas nós dois...
Cruzar teu caminho,
Alinhar-me contigo
Como Vênus e Marte!
Ah, quem me dera!
Ser o chão da tua rua,
Cada seixo colorido,
pisado por ti.
Receber teu sorriso
Dizendo que sim!
Tuas mãos de louça
Levando-me daqui.
Ah, quem me dera!
Teus lábios de rosa,
Teu colo de penas,
Apenas nós dois...
JOSÉ ALBERTO LOPES
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Tanka VII
Tanka VII
Noite de verão-
Escancarada a janela
Entram os insetos...
Mas, também a brisa leve,
Sutil perfume e o luar.
Assinar:
Postagens (Atom)

