segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Lencinho (cantiga)





(foto internete)

Queria ser o teu lencinho
Bordado de linho
E contigo estar.
E nele o meu  nome e o teu
Pra identificar.

Cheirando flores de alecrim,
Meu amor!
Em cada pedaço do cetim.

Queria ser o teu lencinho
Ter  o  teu carinho
Ao me desfraldar.
Sentir os teus lábios macios,
O  teu suspirar.

Sentir teu calor junto a mim,
Meu amor!
Em cada pedaço do cetim.

Se um dia, porém a tristeza
Cair de surpresa
No teu lindo olhar.
Terás o lenço benfazejo
Pra te consolar.

Cheirando flores de alecrim,
Meu amor!
Em cada pedaço do cetim.

E como  não há nada assim
Que não tenha fim
É triste pensar.
Que um dia num canto esquecido
Haverei de estar.

Mas tenha  a certeza, o perfume,
Meu amor!
Nem o tempo haverá de apagar.

E  a sim a vida irá passando,
Tudo desbotando,
Como há de ser.
As cartas hão de ser relidas,
Pra rememorar...

Mas saibas   que  o lenço esquecido,
Meu amor!
Batido, te esperando estará!


José Alberto Lopes®
2010/2011

O desdém



(Foto internete)
Uma raposa sensata
jamais diria:
"Estão verdes!"

Haicais



Haikuase um senryu

haibum, haibum
espoca o rojão_
festa de São joão

haikai o saquê
sobre o livro do haijin_
poemas etílicos?


JAL-2016


HAICAI

Na pesca abundante-
somente a lua escapa
pelas malhas da rede.

JAL/2016
José Alberto Lopes

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Chovia!







Naquela manhã
queria  escrever.
Abri a janela,
como sempre fazia!
Chovia, chovia!
Fiquei estático...
por minutos a fio.
Nada escrevi...
A poesia liquefeita
Caia , caia!


Foto Internete

JAL/fev. 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Aldravias de jan. 2016

Fábrica
abandonada.
Solidão,
sua
única
produção

JAL/1


Cachimbo
da
paz.
É
proibido
fumar?

JAL/2


Drops
Dulcora
pedacinhos
coloridos
de
outrora.

JAL/3


Na
rede
elétrica
uma
pipa
tétrica

JAL/4


Natal
meu
quebra-nozes
um
alicate
universal.

JAL/5


   













Poemas de janeiro de 2016

Aurora

A aurora é breve.
Ilusão colorida,
falso tingimento.
Mas o que é  a aurora
se não a vida lá fora
e a vida aqui dentro?


Botão

Botão.
O bom filho
à casa torna!


Cera Parquetina

Cera Parquetina!
Ainda brilham na lembrança
os assoalhos por onde
deslizavam minha infância!


Filosofia?

Diria o ladrão:
(Dê-me um pé-de-cabra
e um ponto de  apoio
que abrirei esse portão!)


JAL/2016