sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Talvez Tardiamente



A vida é breve, rápida
Mas os passos na velhice
Não são como na juventude!
São lentos, imprecisos.
Talvez como se pudessem retardar,
Inconscientemente,
Ainda que tardiamente,
O tempo que resta a passar!


De José Alberto Lopes®
Jan. 2017


SERENO



Minha fronte pesa
Como uma rocha erguida.
Meus olhos são como
óculos embaçados
minhas mãos e pernas
são como varas ao vento!

Sonhei esses versos
E espero que quando
Escrevê-los de fato,
Eu esteja sereno.
Sereno como uma rocha
na paisagem
Sereno como a névoa
Que flutua..
Sereno como o bambu
Na tempestade!


De José Alçberto lopes®
Jan. 2017



A JANELA



Que invenção mais poética
Poderia um arquiteto?
É por ela, a janela,
Que vejo a chuva, a lua, a rua
As coisas passando
O céu, o véu, o horizonte
O jardim de fronte!
Por onde entra o perfume
A brisa, os sons dos pássaros..
Bem, passaria um dia inteiro a falar
Sobre o que vejo da minha janela,
Mas, há pouco ou quase nada a dizer
Sobre as janelas duma prisão
Ou de uma janela de quem
Se aprisiona a si próprio!


de José Alberto Lopes®

Jan. 2017

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Só Gatos



(foto JALopes)



Gigi

Certa vez, tava escrevendo,
Subiu na mesa a Gigi.
Apanhou minha caneta
E parecia redigir!


Maçarico

Maçarico é um gato esperto
Que adora conversar.
De tanto falar com ele
Já me pego a ronronar!

Ron-ron

O ron-ron que tem o gato
Vem lá do seu “motorzinho”
Que é ligado ao coração
E que eu chamo de carinho!


 Carinhoso
Quando chega a manhãzinha
Vem miando de mansinho
Pula no colo da gente
Pedindo e dando carinho!


O danado

Quando penso em escrever
Lá vem meu gato malhado.
Revira os papéis sobre a mesa
Fazendo um ninho, o danado!


Na refeição

Só eu sei da miadeira
Quando pego na ração.
São três gatos com seus pratos
Na hora da refeição!



Poemas de José Alberto Lopes®- 28/outubro/2016



  

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A Noite














Foto internete


Gosto da noite!
Dos aromas e sons,
do movimento no cais.
Do mormaço, da brisa,
das mariposas insanas
girando, girando!
A chuva contra a luz
revelando suas pérolas.
As mulheres na noite
são sempre mais belas.
Na viração  noturna então,
As luzes da cidade
parecem um braseiro...
Ah! a noite  com seus sortilégios,
seus mistérios...
Se a noite é uma criança
o dia é um velho cansado, exangue!
A noite é mesmo outro universo
onde o poeta uni versos e poetiza.
A noite livra-me da opressão,
dá vida, e sendo bela a vida
a noite é belíssima.
Na noite não há deuses,
anjos nem demônios a nos importunarem!
Por que eles também
gostam da noite!


Poema de Alberto Lobo de Campos
10 de outubro/2016

domingo, 18 de setembro de 2016

A Flor mais Bonita















(Foto JAL.)


O ouro do sol, tem mais brilho,
Pois enfim setembro desponta.
...azaleias, ipês, manacás...
Onze-horas que se abrem sem conta!

Vem as asas das flores que voam
Sobre as flores dos campos sem fim.
“Borboletas valsando são flores”
Guardiães do eterno jardim.

Todo campo se abre em sorriso,
Pois enfim há setembro no ar.
Até o homem ranzinza sorriu
E o banqueiro parou de contar!

Zumbem insetos pelas floradas.
Cantam pardais, sabiás, bem-te-vis...
Sobre as pedras morenas, o regato,
Tem mais vida com seus frenesis.

Venha ver como é linda alvorada,
Essa tela infinita e gratuita!
Vem também colorir essa vida
Pois somos dela, a flor mais bonita!

Azaleias, ipês, manacás...
Onze-horas que se abrem sem conta!
O ouro do sol tem mais brilho,
Pois enfim, setembro desponta!



José Alberto Lopes- 06/09/2006 – 13/09/2016